quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Para os pobres ela foi uma santa. Para o mundo uma inspiração"


Lembrei de um filme sobre a história de Madre Teresa de Calcutá. Falei um pouco no post abaixo sobre esse ser iluminado e por quem possuo uma admiração desde o momento em que entrei em contato com a sua história. E sua jornada pude conhecer melhor através desse filme, chamado: Madre Teresa: em nome dos pobres de Deus.

O longa, de 1997, traz no elenco Geraldine Chaplin(o sobrenome é conhecidíssimo mesmo. Ela é filha de Charles Chaplin). Geraldine interpreta Madre Teresa e nos apresenta a história da vida dessa mulher que vivia em um convento, em Calcutá. Só que as freiras não conheciam, e não tinham muito contato, com a vida fora dos muros do convento. E foi em um desses contatos com o mundo do lado de fora dos muros que Madre Teresa ouviu o chamado da "voz de Deus" como falava.(isso é mostrado no filme quando ela tem contato com os mais necessitados). Então, passamos com o longa, pela fundação da sua Ordem chamada As Missionárias da Caridade que tem como hábito um sári nas cores branco(por significar pureza) e azul(por ser a cor da Virgem Maria).

A partir daí somos apresentados a Madre Teresa que muitos já conhecíamos pela mídia. Mas ver essa Madre atuando no socorro aos mais necessitados(mesmo que em um filme, que não é ficição, mas uma cinebiografia) é emocionante. E neste auxílio aos mais humildes somos tocados por vermos cenas de pessoas que tiveram suas vidas tocadas por ela, são histórias também de pessoas que passaram a ser vistas, ouvidas e, principalmente, amadas. Pessoas que viram ter alguém que se importava com seu sofrimento e que o ajudavam. Não tem como não sermos também tocados, pois Madre Teresa se importou com todos: criança, adultos, idosos, enfermos...ela foi a representação do amor na sua forma mais sublime.

Ah, no final ainda ouvimos suas falas(na interpretação de Geraldine) ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Falas que ouvimos e lemos até hoje como:

“Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”.
O sorrido de Madre Teresa realmente abrandava e era um poço de paz ver aquele sorriso, mesmo que tenha sido visto por um aparelho de TV.

É um filme que nos emociona e nos faz admirar mais ainda esse ser humano e iluminado que partiu em setembro de 1997, Madre Teresa de Calcutá.


Um bom filme inspirador para vocês!


Boa quinta-Feira!!!

Bjs!


sábado, 26 de junho de 2010

Dividindo um poema e a paz com vocês


Eu queria dividir algo com vocês que me tocou bastante fundo. Eu Estava, no DCE da UFPE, imprimindo meu trabalho de prática de ensino e muito stressada também. Não sei se stressada seria a palavra certa, mas estava ansiosa(é isso) devido a correria que foi elaborar o relatório e tal...e enquanto eu esperava a impressão vi um cartaz exposto na parede do local onde eu li: Madre Teresa de Calcutá.

Bom, ao ler que as palavras escritas ali eram de uma mulher pela qual possuo uma infinita admiração me fez ver o tempo passar mais lentamente, juro! Alguns denominam os escritos dela de pensamentos, outros de poema, outros de textos e outros de orações. Eu não, eu apenas defino como a própria Madre Teresa, pois as suas palavras são a expressão do próprio "ser" Madre Teresa de Calcutá.

Ela tinha uma feição tão meiga, doce e de uma ternura impossível de crer. Foi um ser iluminado e que transmitia uma paz, mesmo para quem estava a quilômetros de distância. Paz sentida por uma garotinha que estava do outro lado do mundo e que ao vê-la pela tv sentiu. Sentiu a paz que ela transmitia aos mais necessitados, a ternura com que ela tratava os mais humildes, o amor que ela dava - sem pedir nada em troca - aos seus semelhantes. E essa garotinha viu naquela senhora a imagem de uma avó, de uma bondosa vozinha. Madre Teresa foi essa "vozinha" para muitas pessoas, uma vó que se preocupava primeiramente com seus "netos"(que eram muitos) para só depois preocupar-se consigo mesma. Mas esta garotinha, anos mais tarde, veio saber que a missão era tão importante para aquela bondosa senhora que não sobrava nem tempo para ela mesma. Fato que só fez aumentar a admiração por Madre Teresa.

A paz, da qual eu falei acima, eu sentia quando olhava para dentro dos seus olhos. E ela tinha um olhar tão doce, né mesmo? Era algo tão puro o seu "olhar o outro", onde ela olhava com amor, afeto, carinho, compaixão, mas nunca com pena. Isso ela não demonstrava, pois tinha sentimentos demasiados nobres. E é assim que pessoas iluminadas como Madre Teresa agem, sendo nobres de sentimentos, nobres de coração e nobres de atitudes.


As palavras que se seguem abaixo são simples, assim como a própria Madre Teresa o era. E é na simplicidade de ser e agir de uma mulher, que mesmo depois da sua partida, continua a acalmar corações aflitos e a tocar estes corações - como o daquela garotinha e hoje mulher - que concluo este post.




Poema da Paz

0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 maior mistério? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela? 0 amor

(Madre Teresa de Calcutá)


*Foto: Na Foto Madre Teresa de Calcutá

E aí, sentiram a paz transmitida pelas palavras de Madre Teresa? Faz um bem e é muito bom, hein? =)



Bom domingo, pessoal!


Bjs!



sexta-feira, 25 de junho de 2010

E o que achei sobre a disciplina Cinema Brasileiro?


Falei algumas vezes aqui que estava cursando na Faculdade uma disciplina de cinema brasileiro, num foi? Pois bem, estou aqui pra fazer um pequeno relato do que esta cadeira significou pra mim.

É, acabaram as aulas da cadeira, mas não acabou meu amor pela sétima arte, pelo contrário, no decorrer deste semestre pude confirmar que este bem querer pelo mundo cinematográfico só cresceu e só vem crescendo. Poder estudar sobre esta arte, voltando o olhar para a cinematografia nacional, foi incrível. Assim como foi incrível ver o desenvolvimento do cinema brasileiro desde a chegada até os dias atuais transitando pelos seus momentos de ouro e também pelos momentos mais difíceis, como por exemplo, quando as salas de exibições foram invadidas por filmes norte-americanos que caíram na graça do público, fato que quase acabou com as produções nacionais. Mas graças a ação de alguns cineastas - grandes amantes dessa arte- o cinema nacional não acabou ele foi reerguido e vem passando por altos e baixos desde então. O último golpe sentido - e esperamos que seja o último mesmo - foi dado pelo Governo Collor que fechou a Embrafilmes na década de 1990. Enfim, foi uma disciplina que me permitiu conhecer mais afundo sobre a arte do cinema no Brasil e como ela foi e está sendo realizada.

Ah, as aula também foram demais. O professor sempre trazendo filmes referentes a cada período estudado do cinema. Filmes que após serem vistos eram analisados de diversas formas, ou seja, do ponto de vista da história, do enquadramento usado pelo diretor..de todos os "ângulos do estudo". Quanto ao professor Paulo Cunha é simplesmente o melhor que já vi, pois ele possui um amplo conhecimento da cinematografia brasileira. Foi um deleite ouví-lo falar sobre a sétima arte trazendo sempre mais informações do que solicitávamos. Um verdadeiro expert quando o assunto é cinema, mas cinema de uma maneira global. Isso mesmo, ele fazia pontes entre o cinema brasileiro e o iraniano; o cinema brasileiro e o indiano; o cinema brasileiro e o europeu; o cinema brasileiro e o russo; o cinema brasileiro e o japonês; o cinema brasileiro e o mundo. Foi uma honra poder ter Paulo Cunha como meu educador, uma honra inenarrável!

E ele, Paulo, enviou um e-mail falando de algumas pendências quanto as notas de alguns alunos, mas nos dando também um feedback sobre o desempenho da turma, que segundo o mesmo foi bastante bom com resenhas bem escritas(fizemos 4 resenhas de 4 livros) e com apresentações bem executadas(fizemos um miniseminário).

E por falar em nota:
Não quero que me vejam como uma exibicionista, pois estou longe disso. Mas gostaria de relatar que me sai muito bem no quesito avaliação rsrs Posso dizer quais as minhas notas? Vocês não me acharão...sei lá...exibida? Prometem? Quero só dividir algo que me deixou muito satisfeita comigo mesma, tá bom? Pode ser? Vou falar então.
Bom, na primeira nota fiquei com 9,0 e na segunda 9,5. Tendo como média final 9,25. E aí, posso me considerar uma expert em cinema brasileiro? rsrsr tô brincando! Não, não me considero uma expert - e ninguém o é - uma vez que sempre é tempo de aprender algo a mais sobre um determinado assunto e o cinema é um tema que nos deixa grandes amplitudes para serem estudadas e aprendidas, coisa boa né?. E isso é o que pretendo fazer, pois ao final da última aula conversei com o professor Paulo sobre minhas intenções na monografia do curso(faço História e não cinema, mas como sou apaixonada pela sétima arte optei em cursar esta disciplina)...voltando, na monografia pretendo usar o cinema como fonte histórica e documental para o estudo de um determinado assunto/tema(que não vou dizer aqui, mas que algumas pessoas já sabem do que se trata. Só falarei quando tiver concluído a monografia srsr).
Ah, a resposta do professor, vocês devem estar me perguntando. Acertei? Bom, a resposta foi sim, ele aceitou ser meu co-orientador \o/
E concluiu ao saber qual seria o tema: "vai ser muito bom. Esse tema/assunto vai dar samba" Demonstrou empolgação e solicitou que o procurasse assim que terminássemos a férias de Julho. E eu já estou me preparando e fazendo leituras sobre outros aspectos do cinema nacional. Estou empolgadérrima rsrs

Torçam por mim, ok?


Pra concluir o que posso dizer, resumidamente, é que esta disciplina de cinema foi o que eu espera e mais um pouco. E dizer também que estou pretendendo cursar uma outra cadeira do curso de cinema chamada Crítica de Cinema. Que acho vai ser mara! =)

Agora vou indo, pois acho que escrevi demais por hoje.
Bom findi pra ocês!


Bjs!!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Anarriê, alavantu!!!! É São João, pessoááááááááá


Hoje é véspera de São João uma das festas mais populares do Nordeste. Dia de comer comida de milho(uma delícia), de dançar forró(pra quem sabe, mas que não sabe também dança), dia de entrar em contato com o mais belo da nossa cultura.

Hoje fui intimidada, por mainha, à auxiliá-la na cozinha(odeio cozinha rsrs), mas não pude escapar da responsa. Tive até que cancelar uma ida ao cinema por isso, acreditam???? Então, tive que por a mão na massa tendo o meu momento Aparecida(era o nome da ajudante de Ofélia no programa A Cozinha Maravilhosa da Ofélia). Eu(Aparecida) tirei os "cabelos" dos milhos e auxiliei no momento da confecção das pamonhas, ou seja, dei o nó para confecção desse prato. É assim, primeiro é ralado o milho, depois liquidifica e depois acrescenta o leite de coco. Após esse processo vem a parte onde usamos a palha do milho(depois de fervida para ser mais higiênica) para cozinhar a pamonha. É bem artesanal mesmo, mas é legal. Ah, além da pamonha temos a canjica e o milho cozido que também são uma delícia, mas não curto muito canjica que acho doce demais rsrs.

O mais legal foi durante o preparo quando fiquei conversando com mainha sobre o passado, onde a gente relembrou os festejos juninos já passados. Relembrei de meu avô, ao ouvir Luiz Gonzaga cantando o forró pé de serra(que é o meu preferido) que está tocando neste momento na rua aqui de casa. Relembrei dele sentado na sua cadeira de balanço, com o seu inseparável rádio de pilha, ouvindo as canções que falavam do sertanejo e de sua lida no dia-a-dia e lembrei também dos seus sorrisos ao ouvir as histórias cantadas por Luiz Gonzaga. Ele adorava e ficava contando aos netos suas histórias de vida, história de uma vida vivida em uma cidade do interior de Pernambuco, na cidade de Limoeiro. Deu uma saudade danada dele e de minha avó hoje, mas essa saudade foi preenchida - se é que conseguimos preencher um sentimento tão forte quanto o da falta de alguém - mas abrandou(é isso) "ouvir" na minha mente novamente seus sorrisos. Saudade preenchida também porque estamos celebrando um dia que era pra ele muito importante do ponto de vista religioso e do ponto de vista da tradição nordestina. Pude perceber hoje o que esse dia tem de significado pra nós, significado ensinado através dos meus avós e, depois dos meus pais, que nos mostraram a importância dessa festa. Vi também que eles(meu avô e avó) nos ensinaram direitinho, ou seja, eles transmitiram direitinho essa cultura para nós.

A única coisa que não curto são as fogueiras, que pra quem tem alergia à fumaça sofre bastante. Mas como o acender fogueiras é uma tradição não posso fazer nada, apenas continuar espirrando(como agora estou) e esperar dissipar a fumaça huahauahu(só posso rir). Assim como não gosto de ver balões serem soltos pelo céu e espero que esta prática seja extinta o mais rápido possível, pois traz grandes prejuízos à sociedade e à natureza. Então consciência aí pessoal e não soltem balões.

Ah, estava com tanta vontade de comer pamonha que queimei a língua, não esperei esfriar huahauahu(só posso rir também) Até parece que não como durante o resto do ano, afinal é muito fácil encontrar esse prato em qualquer padaria aqui de Recife, mas a que mainha faz é muito saborosa(nhac!!!)

Acho que dividi coisas além do que já tinha falado aqui, mas gosto de falar de pessoas e momentos que significaram, e significam, muito pra mim. Espero que quem ler este post goste ;)
- será que alguém vai ler? huahauahu só posso rir também - liguem não que sou abestalhada mesmo, no bom sentido. E existe abestalhado no bom sentido? huahauah.



*Imagem: Chico Bento(que eu amo!), rosinha e zé lelé. Amo todos, mas Chico Bento é meu personagem preferido da Turminha da Mônica de Maurício de Souza.

Feliz São João, pessoá!!!!!!!!!! =)

Beijão!


P.S. Deixa eu fazer inveja pra quem não mora aqui no Nordeste, posso né? huahaua Amanhã(24/06) é feriado aqui hihihihi

P.S.2 Nesse momento em que estou escrevendo este post tá tocando um forrozinho bem gostoso aqui na rua de casa. Forró pé de serra que eu adoro ;)

P.S. 3 E aí, vamo dançar quadria??? huahuhau

xauuuuuuuuuuuu!!!!!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

A poesia em mim


Sabe uma poetisa pela qual sou apaixonada em ler? Cecília Meireles. Tenho paixão pelos seus poemas que conheci ainda na adolescência. O primeiro contato que tive com esta mulher das letras foi na escola, quando a minha professora de português adotou um livro didático de português que trazia, no inicio de cada capítulo, um trecho de uma poesia de Cecília. Lembro que li todos os trechos de poesias de todos os capítulos do livro didático, sempre querendo mais.

Mas foi no ano passado(2009) que me reencontrei com Cecília Meireles quando estava em um supermercado e vi um livro de antologia poética da mesma(uma reunião com as suas poesias mais famosas e conhecidas) e o comprei. Foi tudo ler aquele livro!

Cecília fala de coisas com as quais me identifico, algo bastante comum de acontecer com as poesias que leio dela e de outros poetas também. Isso é o bom da poesia, sabe? Podemos nos ver em algumas, e nas que não nos enxergamos, algum dia iremos nos identificar. Né bárbaro?

Bom, foi pensando em Meireles hoje que decidir dividir aqui, com vocês(há alguém aqui lendo? rsrssr), um de seus poemas. Pode ser?

Como acho que a resposta foi sim, lá vai:

Tu Tens um Medo

Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.

(Cecília Meireles)


Poderia fazer uma interpretação deste poema de como o vejo e, conseqüentemente, de como me vejo, mas iria demorar muito rsrrs Contudo, afirmo que é muito bom praticar o "esporte" de nos visualizarmos através das letras e a poesia tem esse poder para nos trazer para dentro de nós mesmos. Experimentem esse "esporte" que vai ser muito bom, garanto!

*Foto: Foto da poetisa Cecília Meireles

Boa, melhor, excelente quarta-feira para todos!!!!

Beijão!!!!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

O reencontro de um amor após 50 anos


"E SE VOCÊ TIVESSE UMA SEGUNDA CHANCE PARA ENCONTRAR SEU VERDADEIRO AMOR? O QUE VOCÊ FARIA?"

É esse questionamento que o longa-metragem Cartas para Julieta nos responde, pelo menos no mundo mágico do cinema.

Sobre o filme:
Logo no início somos apresentados a Sophie (Amanda Seyfried) que sonha em ser escritora e viaja para Verona, na Itália, com seu noivo Victor(o magavilhoso ator Gael Garcia Bernal) para uma pré lua-de-mel. Só um comentário sobre Gael: achei tão estranho vê-lo em um filme assim. Tipo, sempre vi Gael atuando em papéis bem profundos como O Crime do Padre Amaro ou A má educação(de Almodóvar). Pode ter sido estranho pelo fato que ele atuou perfeitamente bem, pois o seu "Victor" é um típico personagem de comédia romântica, mas até esse "típico" de Bernal não é típico assim...bom vão ver e me digam depois, ok?...Mas voltando ao enredo do longa... quando Sophie chega a Verona - cidade de Julieta - vai em busca de pontos turísticos e chega até ao que seria a casa de Julieta. Local que a emociona pelo simples fato de presenciar diversas mulheres escrevendo cartas e deixando postadas pelo muro, ou seja, são as CARTAS PARA JULIETA. É uma busca por resposta, pela resposta de Julieta aos seus questionamentos sobre amor...Bom, dessas cartas Sophie encontra uma que havia sido escrita há 50 anos, no ano de 1957, por Claire.

Claire(a estonteante Vanesssa Redgrave) é uma senhora belíssima. Ao olharmos para suas feições entramos em contato com sua bondade e, também, com sua experiência de vida que não a deixa abater. Afinal, uma pessoa que passa pelo que ela passou na vida poderia desabar, mas não Claire(vejam o filme que não vou contar, se não perde a graça o filme) . Ela é aquela senhora, melhor, representa aquela vó com feição serena que dá aquele abraço gostoso e diz que tudo vai ficar bem. Não tem como não cair de amores por Claire e não tem como não torcer para que ela reencontre seu verdadeiro amor, Lorenzo. Separados há 50 anos. E como você torce, garanto!

Nessa busca por Lorenzo, Sophie conhece o neto de Claire (Charlie) um cético quando o assunto é "verdadeiro amor", na verdade ele deseja evitar que sua vó passe por mais um decepção. No entanto no decorrer do filme acontece algo que o faz mudar de opinião(fato que também não vou contar aqui, pra não perder a graça)

Mas pelo gênero do filme(comédia romântica), ou seja, um gênero cinematográfico que diz: filme facilmente decifrável fica claro que é fácil a resolução quando o assunto é qual o próximo passo que o personagem vai dar, mas isso não faz perder o encanto que esses filmes ditos "água com açúcar" possuem. Mas não é tão "água com açúcar" assim não, na verdade nem achei que Cartas para Julieta merecesse esse título. Tá, em alguns momentos eu dizia: vai acontecer isso depois dessa cena. E acontecia, mas só foram duas vezes.

O filme é bom e emociona também, garanto. Garanto também que não sentimos o tempo passar. Enfim, é aquele tipo de longa que é gostoso de ver e que nos deixa sair leve do cinema

Querem saber o desfecho do longa, né? Querem saber se Claire, Sohpie e Charlie conseguem encontrar Lorenzo? Para terem essa resposta é só ir ao cinema mais próximo e verificar.
Mas uma coisinha antes de terminar o post: o final é tão... não, não vou dizer. Direto ao cinema para saber o fim huahauau

Ah, ia esquecendo, a trilha do filme possui músicas lindas e cantadas no idioma Italiano(que amo) e algumas no idioma Inglês, também de belíssimas letras. Adogo!

É um filme bonitinho! Vai ver! =)


Excelente terça-feira!

Bjs!



domingo, 20 de junho de 2010

Minha sessão particular de cinema no Domingo


Acho que essa semana que passou foi a mais corrida e punk do período, talvez pra começar a fechar com chave de ouro o período. Então, depois da entrega de 6 trabalhos feitos só nesta semana, nada mais agradável do que ver um filminho bacana. O escolhido foi "Ray" uma cinebiografia da vida do músico Ray Charles, um dos grandes nomes do Soul nos Estados Unidos.

Nascido em Albany - Georgia- teve infância difícil. Perdeu o irmão mais novo em um acidente, acidente este que o acompanha durante grande parte da sua vida o fazendo se sentir culpado pelo acontecimento. É ainda na infância, aos 7 anos, que fica cego, mas com a ajuda da sua incansável mãe aprende a aceitar o seu destino e aprende mais do que tudo a não aceitar que o vejam como um "coitado" que merecesse o sentimento de "pena". Neste ponto a ajuda da sua mãe foi importantíssima, uma vez que ela mesmo querendo ampará-lo nos momentos em que caia, não o fazia, deixava que Ray buscasse sozinho se reerguer(é uma cena bem profunda essa).

O filme começa com Ray já adulto, não existe uma ordem cronológica que se principie na sua infância. Esse período é vivido através de flashback, onde nos deixam questionando o por que dele sempre se ver imerso em locais com água, fato da sua vida que só entendemos quase na metade do longa.

Somos apresentados a um Ray que é implacável com quem o traía nos negócios ou em qualquer outro campo da sua vida, que trai também a esposa e que se droga. Mas somos apresentados também a um Ray que luta para acabar com a segregação racial nos States. Um fato que exemplifica essa luta é mostrado no filme quando ele se nega a cantar em um show que divide locais para brancos e negros dançarem. Essa sua atitude o faz ser banido e proibido de cantar na Georgia.

Enfim, é um bom filme para quem é fã de Ray e para quem não o conhece. Só que pelo que ouvia e lia sobre Ray Charles, e toda sua influência no cenário musical norte-americano, esperava mais. No entanto esse pequeno "esperar mais do filme" não tira a beleza que me foi apresentada a cada cena da película.

Ah, a música que mais queria ouvir no filme, pois ouvia quando criança na rádio foi Georgia on my mind, que para mim é a canção mais bela de Ray que possui uma melodia que sempre me encantou. Adoro essa música!

Vale a pena ver.

Boa semana!

Bjs!