sábado, 27 de março de 2010

Relembrando Renato Russo


Nunca é tarde para relembrar Renato Russo que hoje(27/03) estaria completando 50 anos. Não me recordo o dia ou ano em que tive meu primeiro contato com este rebelde com causa, mas lembro que foi através de suas músicas que passei a conhecer este poeta. A primeira canção que me tocou foi Pais e Filhos, principalmente a parte onde ele diz que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se você parar pra pensar na verdade não há...". Me recordo que, mesmo pequena, fiquei refletindo sobre o que acabava de ouvir e que havia entrado bem fundo em meu ser. E onde eu cheguei? Acredito que passei um bom tempo, mesmo sem perceber, pensando nesta parte da letra e, acredito ainda, que estou podendo, depois de um bom tempo, e aprendendo a viver o hoje, pois o tempo realmente passa e as pessoas vão com ele. Pessoas especiais que entram em nossas vidas e como não sabemos se elas irão ficar muito tempo é melhor vivê-las na plenitude e aproveitar para desfrutar mais e mais das suas presenças, pois depois o que realmente fica são esses bons momentos que traz consigo saudades. Contudo é uma saudade boa, pois ao lembrarmos dos dias passados juntos de pessoas que adoramos: famíliares, amigos ou até amigos que passam pouco tempo mas que temos a sensação de termos conhecido e vivido perto deles por anos e anos é muito bom e revitalizador. E relembrando estes dias estaremos podendo reviver tais momentos.
Me identifiquei com Renato na hora em que tive este contato com suas letras, vi que havia encontrado um compositor que sabia escrever sobre sentimentos dos quais eu compartilhava: busca, indignação, dor, revolta, amor... Esses sentimentos eu encontrei, novamente, em tantas canções preferidas minhas, de Renato e do Legião Urbana, como: PERFEIÇÃO, VIA LÁCTEA, TEMPO PERDIDO, PAIS E FILHOS entre outras, tão belas quanto as que citei.
Até hoje, depois de sua partida, Renato Russo é descoberto por um jovem, idoso, adulto ou até mesmo uma criança, que passa a se identificar com este que foi, ao mesmo tempo: poeta, inconstante, revoltado, sensível e questionador. Talvez de todas essas características que compõem este ser, o termo "questionador" englobe Renato, pois, ao questionar, Renato traz atrelado os seus sentimentos e sensações e traz, também, uma Legião de pessoas que questiona, assim como ele, o mundo no qual vivemos e, principalmente, o mundo particular de cada um de nós.
Só posso agradecer por ter tido a oportunidade de ter tido o prazer de ouvir e sentir Renato Russo em suas músicas e, agradecer mais que tudo, pela oportunidade de entrar em contato comigo mesma. Pensando assim, temos a certeza que Renato não partiu, ele nos deixou uma parte dele dentro de cada um de nós, quando deixou suas belíssimas letras e canções.

Bom fim de semana à todos!

bjs! =)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma semana para Chico Xavier - O filme


Nem acredito que falta uma semana para a estréia da cinebiografia de Chico Xavier. E hoje, sexta-feira 26/03/10, vi o Globo Repórter que falou sobre esse homem que tanto admiro e por quem tenho um carinho enorme, mesmo não tendo conhecido Chico pessoalmente. Mas no meu íntimo é como se o tivesse conhecido, sabe? Acho que Chico e´"conhecido" de muita gente, acho que o temos como um grande amigo. E quem não gostaria de ter um amigo como Chico? Quem não gostaria de ter podido tê-lo por perto nesta existência? Mas sim, nós o tivemos por perto, afinal Chico foi uma pessoa mundialmente conhecida e que adentrou em nossos lares em diversos momentos através da mídia. Mas falo da dádiva de poder está perto fisicamente dele.
E assistindo ao Globo Repórter e revendo os momentos registrados da presença de Chico, através de suas entrevistas e suas falas, foi um momento muito emocionante. Em muitos momentos, no decorrer do programa, as lágrimas iam tomando posse de mim e não tinha como não me emocionar. Bateu uma saudade ao ouvi-lo falar novamente, em imagem de arquivo. Olhando essas imagens podemos sentir a sua bondade brotar e podemos, também, ser invadidos por essa bondade, por sua paz... e como ele transmiti paz, né mesmo? E como foi bom sentir essa paz.
Bom, poderia passar a noite escrevendo sobre Chico e do bem que ele me faz sentir, falar horas sobre suas realizações e seus ensinamentos...ah, das entrevistas que foram exibidas novamente uma fala dele me emocionou muito mesmo, quando ele disse a célebre fala de Jesus: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" e ele completa em seguida ao dizer que seria um amar incondicionalmente e sem esperar ser amado em retorno, complementando que essa é a máxima mais verdadeira. E como ele amou incondicionalmente, né verdade?
Resolvi escrever este post para relembrar a data de estréia do filme(02/04/10), dia em que Chico completaria 100 anos, mas todo espírita sabe que um espírito não tem apenas a idade que temos ou tivemos nesta existência, pois nós temos a idade de muitas vidas que foram vividas...voltando, o motivo deste post é para deixar registrado minha grande admiração por este lindo ser, que tivemos o prazer de termos entre nós, é um lembrete para quem quiser conhecer a sua história de vida. É um filme, pelo que vi no trailer, que vai arrebatar muitos corações e o meu já foi arrebatado faz muito tempo. Vou aproveitar para abrandar as saudades em ouvir os pensamentos e as lições que Chico nos deixou.

Bom fim de semana à todos!

bjs!

terça-feira, 23 de março de 2010

Post(postado)direto da faculdade


Acabei de sai da aula de prática de ensino em história 1, ou seja, o estágio propriamente dito. E o que fiz ao término da mesma? Corri para a sala de informática do Centro de Filosofia e Ciências Humanas(CFCH) da UFPE, só para distrair mesmo, pois são 3 horas de aulas seguidas e não tem cristão que aguente né mesmo?
Ah, levei uma chuva daquelas hoje, mesmo com sombrinha a chuva molhou minhas pernas, inteiras. Pensem no frio. E para completar, ao chegar no colégio onde pretendo fazer o meu estágio a diretora não eestava e eu só fiz perder tempo. Então, saio caminhando pela rua, passando por poças de água e molhando meu tênis. Contextualizando, fui à escola antes da aula, então imaginem como cheguei com frio na faculdade.
O bom é que estou no laboratório de informática com meu amigo Miguelito, que está baixando uma de suas séries preferidas: Lost. Ah, meus amiguinhos João e Paulo estão próximos a nós também, onde Joãozinho está ajudando Paulo a terminar um trabalho, acredito de Filosofia.
Sabe a vontade que bateu agora? De ir ao cinema ver um filme. São minhas vontades que aparecem do nada, é normal para mim.

*Foto: Do prédio do CFCH. Adoro! =)

Desejo uma excelente quarta-feira à todos!

P.S. Vou começar uma campanha: Todos ao cinema,então:
VÃO AO CINEMA!

Bjs!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sonhos são possíveis




















E depois de um tempinho sem postar, cá estou de volta. Bom, vim falar do mais recente filme que assisti e que é sensacional! Já citei aqui o nome do filme que levou Sandra Bullock a receber o seu primeiro Oscar o tão falado Um Sonho Possível. Pessoas, que acompanham este singelo blog, é simplesmente o filme mais, mais emocionante que vi este ano...Tá bom, sei que sempre falo isso "é o filme mais emocionante que já vi e tal"... entretanto todo filme que vejo é emocionante para mim e este merece ser assim denominado, pois me emocionou de uma maneira avassaladora. A película fala da história de Michael Oher ou Big Mike, como é conhecido, filho de uma dependente química que é acolhido na casa de um amigo que o ajuda a conseguir uma bolsa de estudos em uma conceituada escola cristã. Nesta parte temos uma cena que nos deixa enjoados, no sentido que os responsáveis pela escola debatem se a aceitação daquele jovem seria bom para o colégio, pois o mesmo não teria um histórico excelente e nem tão pouco aproveitável. Mas Mike é aceito, com a ajuda do treinador que intercede pelo mesmo, contudo não vão acreditando que ele está pensando apenas em Mike, mas nele também que vê neste aluno um bom físico para o esporte...avançando no longa, chegamos a aparição da personagem Leigh Anne Tuohy, vivida pela MARAVILHOSA atriz Sandra Bullock. Esses dois atores/personagens, Michael e Leigh/ Quinton e Sandra, me levaram às lágrims diversas vezes e ao ponto de ter que me conter para não perder o filme. Leigh é um tipo de ser humano que acreditamos não existir ou que esteja em extinção. Ela simplesmente acolhe Mike em seu lar dando alimento, vestuário, lugar para dormir, uma família, mas acima de tudo, ela dá o que ele nunca teve: carinho, amor e cuidado. E não pensem que é algo que vai surgindo com o tempo, até pode parecer que sim se olharmos o filme com esta visão, mas Leigh possui um dom extraordinário que é a sua preocupação para com o próximo, dom que faz dela um ser especial...avançando no filme vemos o preconceito das amigas de Leigh para com sua atitude, mas ela é tão absurdamente humana que não se deixa abalar e ainda dá uma resposta, com classe, e que eu adorei, onde ela fala mais ou menos assim: "não estou pedindo que aceitem o que estou fazendo, mas apenas que respeitem" me arrepiei neste momento, a vontade que tive foi de aplaudir.
Falei aqui que Sandra Bullock é a minha atriz preferida e que ela já me emocionou e muito em outros filmes com sua atuação, mas neste em particular ela deu um show e me emocionou mais uma vez e de forma arrebatadora. E digo com todas as letras: ela mereceu, merecidamente, o Oscar de melhor atriz deste ano de 2010!
Assistam ao filme e garanto que vocês vão chorar, rir( com a personagem de Sandra que tem além do seu lado humano, que é belíssimo, muito humor. É engraçada mesmo), torcer(e é tão bom poder ver a evolução de Mike e suas vitórias) e o mais belo de tudo, antes que eu me esqueça: Mike apesar ter passado por tanto sofrimento é uma pessoa de uma pureza linda.
Ah, o filme é baseado em uma história real!
Sim, o filme tem um lado engraçado e que é centrado também na personagem SJ, filho de Leigh(Sandra Bullock), que é um menininho de muito humor. Sem esquecer que Sj, sua irmã e seu pai possuem corações e atitudes parecidas com a de Leigh.
p.s. levem uma caixa de lenços ao cinema, pois vão precisar rsrsr
É lindo este filme!

Boa semana à todos!

bjs!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Disciplina interessante

E finalmente a professora apareceu e deu início a disciplina eletiva: Problemas do Brasil Colônia. É uma cadeira onde a mesma vai ministrar aulas com o foco de estudo voltado para as mulheres dando, assim, uma nova visão da família naquele momento da História do Brasil. Achei bastante interessante, pois até o momento estudamos apenas o foco voltado para a figura do homem na História do Brasil. Poder ver como foi o papel da mulher desse período, sem ser de forma tão rápida, vai ser interessantíssimo! Já estou gostando da cadeira e espero não está me entusiasmando demais.

Boa terça-feira!

bjs!

domingo, 14 de março de 2010

Ghost - Do Outro Lado da Vida




Percebi hoje, ao assisti Ghost pela milionésima vez, que neste ano de 2010 o filme completa 20 anos de seu lançamento. O filme foi lançado no ano de 1990 e levou uma grande quantidade de gente aos cinemas. Lembro que, aqui em Recife, o longa foi exibido no antigo cinema veneza, que ficava na Rua do Hospício e quase de fronte as Lojas Americanas, no centro da cidade. E como eu queria ter ido ver a exibição no Cine veneza, mas a faixa etária não permitia que eu pudesse assistir. Lembro que fiquei com muita raiva quando soube o motivo pelo qual não poderia ver o filme que era comentado e falado na mídia. Mas o tempo passou e o mesmo foi lançado em VHS(lembram ainda da antiga fita de VHS? E não faz tanto tempo assim rsrssr) Bom, corri para a locadora quando o longa foi lançado e pude, finalmente, assistir ao filme que tanto queria ver. Sabe o engraçado, em relação a este filme, é que mesmo tendo visto e revisto tantas vezes não fica enfadonho rever de novo. Não sei explicar como consigo continuar revendo este filme, mas é algo tão maravilhoso poder sentar em frente a telinha da tv, por o dvd, entrar dentro da história de Ghost novamente e sentir novamente aquelas sensações que este filme desperta em mim. Posso citar algumas emoções que este filme pode fazer sentir: é só pegarmos algumas cenas como a em que Sam, interpretado por Patrick Swayze, descobre que aquele no qual acreditava ser seu melhor amigo e confiava era o responsável pelo seu assassinato. Neste momento, ao olharmos para a face do personagem Sam, podemos sentir toda a sua decepção. Outro momento, esse bastante engraçado e foram muitos deles, é quando surgi a presença em cena de Oda Mae Brown, interpretada pela maravilhosa Whoopi Goldberg, e como eu me acabo de ri nas suas aparições. Para mim a mais engraçada de todas as cenas, e isto é difícil para mim definir, é quando ela vai ao Banco, se passando por Rita Miller. É engraçadíssimo e mesmo tendo visto milhares de vezes a cena, não consigo evitar e nem conter as gargalhadas. Ela é um espetáculo de atriz. E acredito que concordam comigo quando falo que ela mereceu sim o Oscar de Melhor atriz coadjuvante, né mesmo? ;) E Demi Moore? Perfeita como Molly e teve uma química perfeita com Patrick. E tem como não sofrermos com ela? Não tem como não nos colocarmos em seu lugar, não tem como não torcemos para que ela acredite no que Oda Mae fala...20 anos de lançamento de Ghost e sem Patrick no plano no qual nos encontramos. Patrick partiu em outubro de 2009 após uma luta contra um câncer, infelizmente perdida. Mas ele nos deixou uma interpretação belíssima no personagem Sam que vai continuar a nos emocionar e a emocionar outras gerações por anos e anos. Ele partiu, mas ficará imortalizado nesta obra prima do cinema e isto é o bom da Sétima arte, sabia? ela nos deixa matar as saudades dos artistas que partiram e foram para o outro plano.

Ah, não poderia deixar de dizer que a música deste filme é uma das mais belas que já escutei e até hoje a ouço. Para quem quiser ouvir é: Unchained Melody - Righteous Brothers. Uma linda letra!

Tá aí um filme que não poderia deixar de postar aqui, pois é um longa que me faz bem ver e rever.

Boa semana à todos!

bjs!

sábado, 13 de março de 2010

Kramer vs. Kramer ou...


podemos dizer Kramer contra Kramer. Hoje tive a oportunidade de assistir à este filme que traz a história de um casal interpretado por dois atores que gosto bastante: Dustin Hoffman e Meryl Streep que estavam bem novinhos na época, o filme é de 1979. Foi incrível ver Meryl ainda no início de sua carreira cinematográfica e ver também que o Oscar, de melhor atriz coadjuvante, em 1980 foi merecidíssimo. O longa fala do casal Ted, que só se preocupa com sua carreira acreditando que estando ele feliz a sua mulher, Joanna, estaria radiante. Logo no começo do filme sentimos, com a atuação de Meryl, a tristeza em que Joanne vive, chegando a mesma a acreditar que não seria uma boa mãe decidindo, assim, ir embora de sua casa. Ela sai em busca de encontrar consigo mesma, em busca de um sentido para sua vida...e temos o pequeno Billy, um menininho lindo! Na primeira cena em que aparece está dormindo, mas na manhã seguinte, quando se acorda e esfrega as mãozinhas, dá uma vontade de abraçá-lo e evitar que sofresse o que estava preste a sofrer pela falta da mãe. E é o que acontece, no início vemos o pai(Ted) preocupado em como vai conseguir passar pelo momento, uma vez que estava recebendo uma grande oportunidade na empresa em que trabalhava. É um filme tão bom e não temos muitos personagens não, apenas esta família e alguns personagens, mas a história é de uma profundidade tão grande que não tem como não nos envolvermos...dando um salto mais à frente, no filme, temos a volta de Joanna que pede a guarda do filho, começando assim uma disputa de pai e mãe pela custódia do pequeno Billy. É no tribunal que vemos os corações serem abertos e a ser falado o que não tiveram, digamos, tempo para ser dito. O mais maravilhoso do filme é que não tem como escolhermos um lado para torcer, na verdade vemos que cada um tem sua parcela de culpa, talvez "culpa" seja uma palavra muito forte, o que quero dizer é que vemos um desgaste de uma relação que poderia ter sido evitado se tivesse tido um cuidado de Ted para com Joanna, e se Joanna tivesse falado o que sentia para Ted, mesmo que ele não quisesse escutar. Mas o que mais me deixou emocionada, além do que já foi relatado aqui, foi a atuação do ator mirim Justin Henry, o pequeno Billy. Ele simplesmente tem uma doçura em cena que nos toca tão fundo. As minhas duas cenas preferidas acontecem: no parque, quando Billy vai ao encontro da mãe que o recebe e o abraça forte, e no café da manhã em que pai e filho preparam rabanadas em silêncio, onde a linguagem corporal dos dois fala mais do que qualquer palavra. Sem falar na parte mais emocionante da cena, quando Billy olha para o pai e começa a chorar, vindo em seguida um abraço dos dois, é belíssimo!
É um filme que não sei definir sem usar as palavras: lindo, belo, emocionante, tocante. Enfim, é um filme que merece ser visto e apreciado.

Só para constar: fiz rabanada hoje. Assim que terminei de ver o filme corri para a cozinha e preparei rabanada. Fazia tempo que não comia, estava com saudades do sabor. Vendo o prato sendo preparado no filme tive vontade de comer. O meu sobrinho adorou. O que quer dizer que fiz direitinho, afinal sou péssima na cozinha rsrs

Bom domingo!

bjs!